Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
domingo, 13 de julho de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Protestos reúnem extremistas de esquerda e de direita e desafiam governo a contornar danos políticos e eleitorais
Planalto já adota estratégias para evitar que caos urbano reflita no resultado da eleição presidencial
A preocupação é latente e tomou conta dos gabinetes mais estrelados do Planalto. O temor não é só com uma nova onda de protestos pelo país tendo como mote os gastos com a Copa do Mundo, mas os reflexos do caos urbano no resultado da eleição presidencial. Se antes as manifestações eram espontâneas, agora estão sendo planejadas com um viés claramente político e eleitoral. Um dos objetivos é desgastar Dilma Rousseff.
Dentro do governo há uma certa incompreensão com os movimentos e com o ecumenismo que se formou da esquerda à direita nas redes sociais. Nas ruas, essa miscelânea ideológica dá forma a um monstro sem cabeça, mas altamente inflamável e que pode resultar na escalada da violência. E o pior: por conta da visibilidade da Copa, o Brasil vai estar sob o escrutínio do mundo inteiro.
— As manifestações voltarão com força total, com um impacto eleitoral indefinido diante de um ambiente provável de confusão e desestabilização eleitoral — prevê o cientista político da UnB Ricardo Caldas.
Antes de serem tomadas por black blocs e grupos de direita, as manifestações de junho contavam com o apoio da sociedade. É isso que o Planalto quer evitar, atuando para isolar os extremistas e deixar nos protestos só os grupos radicais, que assustam e têm o repúdio da classe média. O problema é que até agora os governantes não souberam dar vazão aos anseios de grande parte da população contrariada com os maus serviços públicos e a corrupção.
Para o professor de História da UFRJ Francisco Teixeira, apesar de serem grupos diferentes, o denominador que os une é a “ineficácia do Estado”:
— É uma nova fase dos protestos, mais organizada, sem a característica espontânea de antes.
Os últimos protestos em São Paulo e em Porto Alegre são só uma amostra do que os governos terão de atravessar, com prováveis reprises das cenas de vandalismo e brigas. Teixeira prevê prejuízos eleitorais para todos os governantes se o quadro de São Paulo, onde um jovem foi baleado, for reproduzido em outras capitais durante a Copa.
A capacidade de mobilização, porém, é uma incógnita. Especialistas ouvidos pelo Caderno Cultura, de ZH, publicado no sábado, não acreditam que haverá uma grande movimentação capaz de influenciar na eleição.
— Não vejo, por parte dos movimentos sociais e mesmo entre os partidos, uma estratégia capaz de levar o povo para as ruas e influir nas eleições — disse Roberto
Romano, professor da Unicamp.
Mas o Planalto segue atento. Um plano envolvendo as Forças Armadas e que prevê homens aquartelados nas cidades-sede da Copa foi montado, demonstrando o grau de preocupação do governo. O uso das tropas não é descartado. Será alternativa no caso de fracasso das forças policiais.
Com receio de prejuízos políticos, o Planalto mantém o discurso de respeito às manifestações sem violência, mas, nos bastidores, a postura diplomática é deixada de lado. Com o afunilamento do calendário eleitoral, o PT montou reuniões com donos de institutos de pesquisa para avaliar o comportamento do eleitorado. Não quer ser surpreendido. Ainda durante a viagem a Cuba, Dilma mandou recados dizendo que quem não percebe a importância do Mundial tem uma “visão pequena do Brasil”.
Varredura na web
O monitoramento das manifestações foi reforçado, com apoio da Polícia Federal e da Abin. Os relatórios são quase diários, com dados sobre mobilizações, como a greve dos rodoviários em Porto Alegre, e varreduras na internet — habitat de grupos difusos que reúne a ultraesquerda, a extrema direita com tintas militaristas e religiosas, black blocs e até servidores que protestam contra Dilma e o PT exibindo seus contracheques.
A presença da presidente é esperada para o dia 7 na inauguração do Beira-Rio, mas, se o clima na Capital continuar inflamável, é possível que a visita seja cancelada.
Nas redes sociais, extremistas de esquerda e de direta acabam se misturando. Declarações contra a Copa, por exemplo, aparecem tanto em páginas que defendem o transporte coletivo estatizado quanto em comunidades que exigem a intervenção militar contra o PT e o “comunismo”.
À espreita das ações desse exército de anônimos, estão os partidos de oposição, que nutrem a esperança de que mais uma vez a popularidade da presidente caia diante do recrudescimento das manifestações. Ricardo Caldas não acredita que eventuais votos que o governo venha a perder sejam carreados por PSB e PSDB.
Quem joga gasolina no incêndio são as siglas de extrema esquerda, que comandam grupos como o Bloco de Luta pelo Transporte Público. Militantes vinculados ao PSOL estiveram por trás da invasão à Câmara de Porto Alegre, mas seus dirigentes afirmam não apoiar atos de violência.
— O PT tinha a ilusão de que poderia tutelar os movimentos sociais. Não vamos inverter as coisas. As manifestações ocorrem porque alguém dá razão para elas. Há um disparate entre os gastos com a Copa e as necessidades das pessoas — afirma o senador Randolfe Rodrigues (AP), candidato do PSOL à Presidência.
*Colaborou Caue Fonseca
A estratégia dos aliados da presidente contra o desgaste
Apesar da aparente quebra de diálogo, os movimentos sociais ligados ao PT guardam distância dos protestos.
A postura é inversa à da Força Sindical, central satélite do partido Solidariedade e parte do projeto político do deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), que decidiu engrossar o caldeirão estimulando greves em todo o país ao mesmo tempo em que se aproxima do PSDB na corrida eleitoral. Já a CUT, o principal braço sindical do PT, se mantém em silêncio. Seus dirigentes só se pronunciam em encontros sindicais.
— Nas manifestações verdadeiramente sociais, a CUT está junto ou organizando. Agora, não podemos compactuar com esses protestos surgidos nas redes sociais ou mesmo com encapuzados destruindo o patrimônio público. A CUT não vai entrar nesse ti-ti-ti — diz um porta-voz da central.
O discurso é da boca para fora. A CUT, o MST e até a UNE – dominada pelo PC do B, partido que controla o Ministério do Esporte — estão mobilizados para agir como antídoto, apesar de algumas defecções na base acabarem engrossando os movimentos e as greves.
Em Porto Alegre, há militantes da CUT em litígio com a entidade e com o PT na greve dos rodoviários. Nos últimos protestos, uma integrante do coletivo Rebele-se, que tem como símbolo a estampa de Che Guevara, foi presa.
— Não é o papel da UNE ficar defendendo a Copa ou mesmo convocar estudantes para serem voluntários no evento. Os jogos não vão deixar legado algum, e os gastos desenfreados deveriam ser investidos em educação, na assistência estudantil — critica Katerine Oliveira, vice-presidente da UNE, que foi presa enquanto se refugiava em um hotel na Rua Augusta, em São Paulo, durante o protesto do último dia 25.
O próprio PT criou um exército nas redes sociais, disseminando o slogan #VaiTerCopa para servir de contraponto às manifestações. Na semana passada, secretários de comunicação do partido se reuniram para traçar estratégias contra os grupos conservadores da web, e o ex-presidente Lula usou o Facebook para criticar o jogo “rasteiro” da internet.
Já a Secretaria de Comunicação Social, que ganhou novo perfil, tem como focos a criação de uma campanha publicitária para defender a realização da Copa e a aproximação com blogs que fazem o enfrentamento na rede em favor do governo, algo reivindicado pelo partido.
É na internet que a multiplicidade de visões se difunde e ganha adeptos. Nesta ágora virtual, a verborragia principal é o #NãoVaiTerCopa, mas há espaço para tudo, com novas manifestações sendo programadas para fevereiro, sinal de que a situação está em ebulição. As vaias que Dilma tomou no Mané Garrincha não significarão nada, apenas uma remota lembrança, diante do estopim que se desenha no horizonte.
A tipificação dos protestos
Os integrantes das mobilizações são variados, confundem-se entre si e não raro entram em conflito uns com os outros por divergências ideológicas. Veja como estão distribuídos
Anarquistas
— Berço dos black blocs, este grupo é composto por integrantes muito jovens – de 92 presos pela PM de SP, em outubro, o mais velho tinha 23 anos. Agem infiltrados nas manifestações. Não há demanda clara. Com brados genéricos como o “não vai ter Copa”, atuam anônimos no enfrentamento com a polícia e na depredação de bancos e prédios do governo. Grupos de esquerda os classificam como “fascistas”.
Aparelhados
— Integram sindicatos ou agremiações de esquerda, já habituados a protestos contra prefeitos, governadores ou presidente, conforme o partido. Clamam por melhores serviços públicos e aumento salarial para servidores. Ao longo de 2013, foram criticados por dar tintas políticas às manifestações. Alguns grupos foram para a rua para oferecer um contraponto aos adversários do governo Dilma.
Idealistas
— Integrantes de grupos, como o Movimento do Passe Livre (MPL), deram origem aos protestos de junho. Definem-se como apartidários e fazem demandas mais objetivas, como o cancelamento do aumento das passagens ou o esclarecimento de casos como o do pedreiro Amarildo. Seguem atuantes no Rio, mas perderam força no resto do país.
Minorias
— Habituados a mobilizar eventos pacíficos em causa própria, como a Marcha das Vadias, engrossaram o caldo das manifestações de 2013. Vem desse grupo a maioria dos protestos contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Entre as bandeiras, estão a igualdade entre os sexos, os direitos dos homossexuais e o fim da violência contra a mulher. Entre eles, também existem grupos ligados à defesa ambiental.
Indignados
— Corrupção, gastos com a Copa e a precariedade dos serviços públicos são alguns temas lembrados pelo grupo que tomou o país em junho, mas arrefeceu. Entre eles, há quem prega nova intervenção dos militares contra o comunismo e o PT. Para o dia 22 de março, mobilizam em SP uma reedição da Marcha da Família, 50 anos depois do evento que antecedeu o golpe de 1964.
Religiosos
— Em geral evangélicos, mas também com a presença de alguns católicos, são grupos mobilizados por líderes religiosos contra a tramitação de projetos que envolvam temas caros às igrejas, como o aborto. Com facilidade, aderem aos milhares a protestos mobilizados por pastores ligados à política. Atuam para neutralizar os grupos de minorias.
Dentro do governo há uma certa incompreensão com os movimentos e com o ecumenismo que se formou da esquerda à direita nas redes sociais. Nas ruas, essa miscelânea ideológica dá forma a um monstro sem cabeça, mas altamente inflamável e que pode resultar na escalada da violência. E o pior: por conta da visibilidade da Copa, o Brasil vai estar sob o escrutínio do mundo inteiro.
— As manifestações voltarão com força total, com um impacto eleitoral indefinido diante de um ambiente provável de confusão e desestabilização eleitoral — prevê o cientista político da UnB Ricardo Caldas.
Antes de serem tomadas por black blocs e grupos de direita, as manifestações de junho contavam com o apoio da sociedade. É isso que o Planalto quer evitar, atuando para isolar os extremistas e deixar nos protestos só os grupos radicais, que assustam e têm o repúdio da classe média. O problema é que até agora os governantes não souberam dar vazão aos anseios de grande parte da população contrariada com os maus serviços públicos e a corrupção.
Para o professor de História da UFRJ Francisco Teixeira, apesar de serem grupos diferentes, o denominador que os une é a “ineficácia do Estado”:
— É uma nova fase dos protestos, mais organizada, sem a característica espontânea de antes.
Os últimos protestos em São Paulo e em Porto Alegre são só uma amostra do que os governos terão de atravessar, com prováveis reprises das cenas de vandalismo e brigas. Teixeira prevê prejuízos eleitorais para todos os governantes se o quadro de São Paulo, onde um jovem foi baleado, for reproduzido em outras capitais durante a Copa.
A capacidade de mobilização, porém, é uma incógnita. Especialistas ouvidos pelo Caderno Cultura, de ZH, publicado no sábado, não acreditam que haverá uma grande movimentação capaz de influenciar na eleição.
— Não vejo, por parte dos movimentos sociais e mesmo entre os partidos, uma estratégia capaz de levar o povo para as ruas e influir nas eleições — disse Roberto
Romano, professor da Unicamp.
Mas o Planalto segue atento. Um plano envolvendo as Forças Armadas e que prevê homens aquartelados nas cidades-sede da Copa foi montado, demonstrando o grau de preocupação do governo. O uso das tropas não é descartado. Será alternativa no caso de fracasso das forças policiais.
Com receio de prejuízos políticos, o Planalto mantém o discurso de respeito às manifestações sem violência, mas, nos bastidores, a postura diplomática é deixada de lado. Com o afunilamento do calendário eleitoral, o PT montou reuniões com donos de institutos de pesquisa para avaliar o comportamento do eleitorado. Não quer ser surpreendido. Ainda durante a viagem a Cuba, Dilma mandou recados dizendo que quem não percebe a importância do Mundial tem uma “visão pequena do Brasil”.
Varredura na web
O monitoramento das manifestações foi reforçado, com apoio da Polícia Federal e da Abin. Os relatórios são quase diários, com dados sobre mobilizações, como a greve dos rodoviários em Porto Alegre, e varreduras na internet — habitat de grupos difusos que reúne a ultraesquerda, a extrema direita com tintas militaristas e religiosas, black blocs e até servidores que protestam contra Dilma e o PT exibindo seus contracheques.
A presença da presidente é esperada para o dia 7 na inauguração do Beira-Rio, mas, se o clima na Capital continuar inflamável, é possível que a visita seja cancelada.
Nas redes sociais, extremistas de esquerda e de direta acabam se misturando. Declarações contra a Copa, por exemplo, aparecem tanto em páginas que defendem o transporte coletivo estatizado quanto em comunidades que exigem a intervenção militar contra o PT e o “comunismo”.
À espreita das ações desse exército de anônimos, estão os partidos de oposição, que nutrem a esperança de que mais uma vez a popularidade da presidente caia diante do recrudescimento das manifestações. Ricardo Caldas não acredita que eventuais votos que o governo venha a perder sejam carreados por PSB e PSDB.
Quem joga gasolina no incêndio são as siglas de extrema esquerda, que comandam grupos como o Bloco de Luta pelo Transporte Público. Militantes vinculados ao PSOL estiveram por trás da invasão à Câmara de Porto Alegre, mas seus dirigentes afirmam não apoiar atos de violência.
— O PT tinha a ilusão de que poderia tutelar os movimentos sociais. Não vamos inverter as coisas. As manifestações ocorrem porque alguém dá razão para elas. Há um disparate entre os gastos com a Copa e as necessidades das pessoas — afirma o senador Randolfe Rodrigues (AP), candidato do PSOL à Presidência.
*Colaborou Caue Fonseca
A estratégia dos aliados da presidente contra o desgaste
Apesar da aparente quebra de diálogo, os movimentos sociais ligados ao PT guardam distância dos protestos.
A postura é inversa à da Força Sindical, central satélite do partido Solidariedade e parte do projeto político do deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), que decidiu engrossar o caldeirão estimulando greves em todo o país ao mesmo tempo em que se aproxima do PSDB na corrida eleitoral. Já a CUT, o principal braço sindical do PT, se mantém em silêncio. Seus dirigentes só se pronunciam em encontros sindicais.
— Nas manifestações verdadeiramente sociais, a CUT está junto ou organizando. Agora, não podemos compactuar com esses protestos surgidos nas redes sociais ou mesmo com encapuzados destruindo o patrimônio público. A CUT não vai entrar nesse ti-ti-ti — diz um porta-voz da central.
O discurso é da boca para fora. A CUT, o MST e até a UNE – dominada pelo PC do B, partido que controla o Ministério do Esporte — estão mobilizados para agir como antídoto, apesar de algumas defecções na base acabarem engrossando os movimentos e as greves.
Em Porto Alegre, há militantes da CUT em litígio com a entidade e com o PT na greve dos rodoviários. Nos últimos protestos, uma integrante do coletivo Rebele-se, que tem como símbolo a estampa de Che Guevara, foi presa.
— Não é o papel da UNE ficar defendendo a Copa ou mesmo convocar estudantes para serem voluntários no evento. Os jogos não vão deixar legado algum, e os gastos desenfreados deveriam ser investidos em educação, na assistência estudantil — critica Katerine Oliveira, vice-presidente da UNE, que foi presa enquanto se refugiava em um hotel na Rua Augusta, em São Paulo, durante o protesto do último dia 25.
O próprio PT criou um exército nas redes sociais, disseminando o slogan #VaiTerCopa para servir de contraponto às manifestações. Na semana passada, secretários de comunicação do partido se reuniram para traçar estratégias contra os grupos conservadores da web, e o ex-presidente Lula usou o Facebook para criticar o jogo “rasteiro” da internet.
Já a Secretaria de Comunicação Social, que ganhou novo perfil, tem como focos a criação de uma campanha publicitária para defender a realização da Copa e a aproximação com blogs que fazem o enfrentamento na rede em favor do governo, algo reivindicado pelo partido.
É na internet que a multiplicidade de visões se difunde e ganha adeptos. Nesta ágora virtual, a verborragia principal é o #NãoVaiTerCopa, mas há espaço para tudo, com novas manifestações sendo programadas para fevereiro, sinal de que a situação está em ebulição. As vaias que Dilma tomou no Mané Garrincha não significarão nada, apenas uma remota lembrança, diante do estopim que se desenha no horizonte.
A tipificação dos protestos
Os integrantes das mobilizações são variados, confundem-se entre si e não raro entram em conflito uns com os outros por divergências ideológicas. Veja como estão distribuídos
Anarquistas
— Berço dos black blocs, este grupo é composto por integrantes muito jovens – de 92 presos pela PM de SP, em outubro, o mais velho tinha 23 anos. Agem infiltrados nas manifestações. Não há demanda clara. Com brados genéricos como o “não vai ter Copa”, atuam anônimos no enfrentamento com a polícia e na depredação de bancos e prédios do governo. Grupos de esquerda os classificam como “fascistas”.
Aparelhados
— Integram sindicatos ou agremiações de esquerda, já habituados a protestos contra prefeitos, governadores ou presidente, conforme o partido. Clamam por melhores serviços públicos e aumento salarial para servidores. Ao longo de 2013, foram criticados por dar tintas políticas às manifestações. Alguns grupos foram para a rua para oferecer um contraponto aos adversários do governo Dilma.
Idealistas
— Integrantes de grupos, como o Movimento do Passe Livre (MPL), deram origem aos protestos de junho. Definem-se como apartidários e fazem demandas mais objetivas, como o cancelamento do aumento das passagens ou o esclarecimento de casos como o do pedreiro Amarildo. Seguem atuantes no Rio, mas perderam força no resto do país.
Minorias
— Habituados a mobilizar eventos pacíficos em causa própria, como a Marcha das Vadias, engrossaram o caldo das manifestações de 2013. Vem desse grupo a maioria dos protestos contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Entre as bandeiras, estão a igualdade entre os sexos, os direitos dos homossexuais e o fim da violência contra a mulher. Entre eles, também existem grupos ligados à defesa ambiental.
Indignados
— Corrupção, gastos com a Copa e a precariedade dos serviços públicos são alguns temas lembrados pelo grupo que tomou o país em junho, mas arrefeceu. Entre eles, há quem prega nova intervenção dos militares contra o comunismo e o PT. Para o dia 22 de março, mobilizam em SP uma reedição da Marcha da Família, 50 anos depois do evento que antecedeu o golpe de 1964.
Religiosos
— Em geral evangélicos, mas também com a presença de alguns católicos, são grupos mobilizados por líderes religiosos contra a tramitação de projetos que envolvam temas caros às igrejas, como o aborto. Com facilidade, aderem aos milhares a protestos mobilizados por pastores ligados à política. Atuam para neutralizar os grupos de minorias.
Autoridades dos EUA barram entrega de cerveja feita por drones
Lakemaid Beer iria entregar bebidas por meio de coordenadas de GPS.
Administração Federal de Aviação quer primeiro regular drones comerciais.
A "Lakemaid Beer", empresa fabricante de cervejas no EUA, viu seu novo nicho de entregas de bebidas feitas por drones barradas por autoridades norte americanas, que querem submeter os equipamentos a regulações nacionais.
O equipamento, que funciona a partir de coordenadas GPS, consegue levar até 12 cervejas por viagem, e é similar ao projeto anunciado pela gigante Amazon, também nos EUA. A companhia até fez um vídeo mostrando como seria o sistema de entregas (assista).
A companhia teve a ideia do transporte por meio de pequenas aeronaves não-tripuladas para resolver o problema de pescadores que não tinham como ter acesso a cerveja, já que moram próximo a lagos congelados nos estados de Minnesota Wisconsin.
De acordo com o jornal “Metro”, a Administração Federal de Aviação (FAA, em inglês), impediu que o projeto fosse implementado agora, já que ainda são necessárias aprovações de regulamentações, normas técnicas e de segurança para que drones possam ser usados comercialmente.
“Ficamos um pouco surpresos com o interesse da FAA nisso, pois iríamos operar abaixo do limite de 120 m de altura”, afirmou o presidente da Lakemaid, Jack Supple.
Alguns clientes que ficaram entusiasmados com a ideia já começaram a assinar uma petição pedindo a liberação dos drones de entrega, que poderá ser enviada à Casa Branca após 100 mil assinaturas.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Ação na Cracolândia tem retirada de barracos e início de frente de trabalho
Remoção de favela acontece nesta terça-feira (14), segundo a Prefeitura.
Barracos no Centro serão desmontados e moradores, levados para hotéis.
A Prefeitura de São Paulo começou nesta terça-feira (14) a Operação Braços Abertos, na região da Cracolândia. A ação é uma nova tentativa de solucionar o problema do uso de drogas na região central da cidade. Cerca de 300 pessoas que moram em barracos nas calçadas nas ruas Helvétia e Dino Bueno se mudarão para cinco hotéis na região e começarão a trabalhar em atividades de zeladoria em praças ainda nesta semana.
O governo municipal pretende, assim, também liberar o uso dessas ruas e calçadas ao público após cerca de três meses de ocupação. Os barracos começam a ser desmontados nesta terça, mas a ação será intensificada nesta quarta-feira (15).Cada usuário participante do programa vai receber R$ 15 pelo dia de trabalho. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, a estratégia não busca que os usuários larguem a droga imediatamente, mas, sim, "despertar nessas pessoas o desejo de transformação".
Eles não serão desligados do programa se faltarem no trabalho. O ideal é que isso aconteça, no entanto, quando precisarem se tratar, segundo a estratégia. Equipes vão acompanhar os participantes e eles serão descredenciados apenas quando realmente não mostrarem mais interesse em participar.
Nesta quarta, a Prefeitura levará caminhões até o local para começar a retirada oficial da favela. Os barracos serão desmontados pelos próprios moradores, com apoio e coordenação da ONG União Social Brasil Gigante. Segundo Luciana, a ideia é que o programa não seja algo imposto, para que os moradores não se fechem à iniciativa.
No total, a Prefeitura oferta 400 vagas, mas 300 pessoas já foram cadastradas em um trabalho de aproximação feito pela Prefeitura de São Paulo desde o ano passado. No processo, duas pessoas já declararam que não desejam participar. O custo por pessoa para a Prefeitura será de cerca de R$ 1.215 mensais por participante, incluindo por exemplo os valores que serão pagos com os hotéis. Os participantes terão café, almoço e jantar pelo programa Bom Prato.
Dependentes que têm companheiros ficarão em um quarto. No caso dos solteiros, eles ficarão hospedados em quartos com três ou quatro pessoas, segundo a Prefeitura.
Apesar do foco no trabalho, a ação é voltada e comandada pela área da saúde. O atendimento se dará especialmente no equipamento denominado Braços Abertos, instalado na região. Equipes do programa Consultório de Rua, que são vinculadas à UBS Santa Cecília e fazem abordagem aos usuários, continuarão seu trabalho.
Segundo o secretário José de Filippi Júnior, as ações até 2012 eram voltadas à internação, preferencialmente em locais afastados. Ele afirma que a operação anterior, por ter um foco maior do que atual, segundo ele, em internações e na força policial, acabou afastando os usuários. O secretário disse que a atual gestão começou a estruturar uma Política de Álcool e Droga em janeiro de 2013.
O secretário municipal da Segurança, Roberto Porto, afirma que a PM vai monitorar a ação. Já a Guarda Civil Metropolitana recebeu treinamento para a ação e terá como uma das funções impedir o surgimento de novos barracos. Porto afirmou que, apesar do caráter de saúde de ação, também será coibido o tráfico de drogas.
Histórico de intervenções na Cracolândia
Antes da Operação Braços Abertos, a mais recente tentativa de intervenção na região havia ocorrido em 2012. Batizada de "Ação Integrada Centro Legal", a operação deflagrada em 3 de janeiro de 2012 intensificou ações já realizadas pela Prefeitura de São Paulo, à época sob comando de Gilberto Kassab, e apoiadas pelo governo do estado no local desde 2009.
O governo estadual afirma que as medidas adotadas em 2012 na região tiveram como foco ampliar a oferta de atendimento e de acolhimento social aos dependentes. Entretanto, no período, o uso de forças de segurança (Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana) terminou em protestos de ativistas, Defensoria e representação do Ministério Público.
Após registro de imagens que mostravam ação ostensiva da PM, o governador Geraldo Alckmin decidiu proibir o uso de bombas de efeito moral e balas de borracha em ações na Cracolândia.
À época, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos - Inclusão Social questionou a falta de justificativas para uma ação do tipo, que impedia o livre direito de ir e vir e criava as chamadas "procissões do crack", quando os dependentes eram impedidos de ficar parados e seguiam escoltados pela PM por ruas da região. A Defensoria Pública também questionou o uso da força policial na Ação Integrada.
Um ano depois da operação, o G1 visitou ruas do centro e verificou que os dependentes permaneceram na região e que o número de vias com usuários monitoradas em São Paulo aumentou de 17 para 33. Foi no começo de 2013 que o governo de São Paulo criou medidas para facilitar a internação de dependentes.
Manifestação de alunos da Gama Filho fecha ruas no Centro do Rio
Grupo fez ato contra descredenciamento da Gama Filho e da UniverCidade.
Faculdades públicas propõem federalização das instituições.
A Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, foi interditada
parcialmente nesta terça-feira (14), por volta das 18h35, na altura da
Candelária por manifestantes. Um grupo de alunos da Universidade Gama
Filho e da UniverCidade realiza um protesto contra o descredenciamento
das unidades pelo Ministério da Educação (MEC). Os estudantes fecharam a
pista lateral da via, no sentido Praça da Bandeira, até as 21h, quando
terminou o ato.
Agentes da Cet-Rio orientavam os motoristas a seguir pela Avenida Marechal Floriano até a altura da Central do Brasil. Quem seguia no sentido Zona Sul devia optar pelos túneis Rebouças e Santa Bárbara.
Federalização
Em reunião realizada nesta terça-feira (14), na Universidade Federal Fluminense (UFF), os reitores das universidade federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), da Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da UFF e o diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) redigiram um pronunciamento externando sua preocupação com a qualidade na educação e propondo que a Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) sejam federalizadas.
Como alternativa para que os mais de dez mil estudantes da Gama Filho e da UniverCidade não fiquem sem concluir o curso superior, os dirigentes de cinco instituições federais de ensino do estado do Rio de Janeiro propõem a federalização das duas entidades recém-descredenciadas pelo Ministério da Educação.
No documento, os dirigentes argumentam que a medida atenderia "aos anseios das forças sociais, políticas e estudantis”.
MEC divulga nota
O Ministério da Educação divulgou uma nota na noite desta terça (14) informando desconhecer proposta dos reitores das universidades para federalização.
De acordo com a nota, não existe amparo constitucional e legal para contratar os professores e funcionários administrativas das instituições sem concurso público.
Ainda segundo o comunicado, não existe base jurídica para que os estudantes das duas instituições possam ingressar nas universidades públicas do país.
A nota ressalta que o MEC, em conjunto com a Procuradoria Federal de Direito do Cidadão, vai continuar encaminhando o processo de transferência assistida aos alunos afetados pelo descredenciamento. Segundo o MEC, a transferência se dará por meio de edital público (veja abaixo a íntegra da nota).
Reunião em Brasília
Os professores da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) vão se reunir nesta quarta-feira (15) com o Ministério da Educação em Brasília. O encontro já estava agendado antes de ser anunciado o descredenciamento das duas instituições, nesta segunda (13). Os docentes, que ainda têm a esperança de reversão da medida, cobrarão respostas sobre o futuro dos docentes, funcionários e alunos.
Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (14), os professores decidiram se manter unidos e lutar pelo não fechamento das duas faculdades. “O MEC descredenciou as duas faculdades, mas não descredenciou a Galileo como grupo educacional. Queremos entender isso”, destacou Rose Figueiredo, diretora de comunicação da Associação Docente da Cidade.
Galileo pede desculpas
Na tarde desta terça, o presidente do Grupo Galileo Educacional, Alex Porto, disse em entrevista que acredita na reversão da situação em que se encontra o grupo, que controla as faculdades, descredenciadas pelo MEC nesta segunda (13).
Porto disse que está solidário com o problema e pediu desculpas e paciência para os 9,5 mil alunos que tentam continuar seus cursos.
Segundo o executivo, o principal problema que o grupo enfrenta é financeiro. As dívidas das universidades, que têm patrimônio de R$ 1 bilhão de acordo com a mantenedora, chegam a R$ 900 milhões.
"Infelizmente essa situação financeira delicada decorre da desconformidade entre receita e despesa. Naturalmente nós temos mais despesa do que receita e existe um déficit financeiro o que decorre no atraso de salários e nos problemas operacionais", afirmou Porto.
Descredenciamento
O Ministério da Educação descredenciou a Universidade Gama Filho e o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) por decisão do colegiado Superior da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior. As duas instituições já estavam com o vestibular suspenso pelo ministério e, agora, não podem ser reabertas.
Segundo o MEC, o descredenciamento foi decidido por causa "da baixa qualidade acadêmica, do grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora [das instituições] e da falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior."
Porto disse que a diretoria assumiu as universidades há um ano e encontrou um quadro agudo de dificuldades. “Nós apresentamos gestões ao MEC para minimizar, mas infelizmente o processo de reestruturação é difícil e não ocorre no tempo que se necessita", disse ele.
Recursos
A direção informou que vai entrar com recursos na Justiça e no Conselho Nacional de Educação contra a decisão do MEC que ele disse ser arbitrária e injusta. "Estamos trabalhando para mudar e acredito que a Justiça brasileira vai reverter essa situação esdrúxula."
Os alunos que quiserem fazer transferência voluntárias podem fazer através do e-mail da universidade. Segundo Porto, a documentação será providenciada pela direção. Ele pediu que os alunos não procurem a universidade pessoalmente porque não têm funcionários para atender.
Alunos vivem dramas
Em um universo de mais de 9 mil estudantes, os dramas são particulares mas convergem, em sua maioria, à conquista do sonhado diploma do ensino superior. Morador do Complexo do Alemão, Sérgio Alves, de 21 anos, ingressou no curso de Engenharia Mecânica por meio do ProUni e teme perder a vaga caso a universidade seja fechada. “Hoje a Gama Filho é a única coisa que eu tenho. Ela é a minha chance de entrar no mercado de trabalho e de ser exemplo para outras pessoas daqui onde eu moro”, diz.
Cristiano Wallas, 32 anos, aluno do 9º período de Engenharia Elétrica, é outro dos milhares que se dizem desesperados com a possibilidade de descredenciamento da universidade. “Eu estou ficando doente. Já perdi sete quilos. Eu dediquei quatro anos e meio da minha vida a esse curso. Moro em Niterói e vou estudar longe, na Zona Norte do Rio, e corro o risco de perder tudo”, desabafa. Ele preside o Centro Acadêmico das Engenharias da Gama Filho (Caeng) e classifica como absurdo “aluno de particular ter de fazer manifestação para ter aula”.
Manifestações rotineiras
Protestos viraram rotina para os estudantes das duas instituições que desde o começo de 2013 vivem a situação de abandono por parte da mantenedora. Aluna do 6º período de Medicina da Gama Filho, Natália Oliveira, 22 anos, diz que só tem ido à universidade para as reuniões de articulação do movimento estudantil. “Eu moro no Rio unicamente por causa da universidade. Minha família está no Espírito Santo e eu só consegui ir lá duas vezes neste ano. Eu vou ficar na luta até encontrar solução para o caos que estamos vivendo. Aprendi a amar essa universidade e quero lutar por ela”, afirma.
Ela paga uma mensalidade de aproximadamente R$ 4 mil e deveria estar tendo aulas práticas de cardiologia e dermatologia neste semestre, mas mal teve aulas teóricas no período.
Íntegra da nota oficial do MEC
1. Os reitores do Rio de Janeiro jamais apresentaram ao MEC esta suposta proposta de federalização.
2. Não existe qualquer amparo constitucional e legal para a contratação dos cerca de 1.600 professores e aproximadamente mil técnicos-administrativos das instituições sem concurso público.
3. Não reconhecemos base jurídica para que cerca de12 mil estudantes da Gama Filho e Univercidade possam ingressar em qualquer universidade pública desconsiderando o processo seletivo em curso, o Sisu, que teve mais de 2,5 milhões de inscritos no Brasil, sendo 479.496 nas universidades públicas do Rio de Janeiro. Considerando ainda que em todas as instituições públicas do Rio de Janeiro foram oferecidas 16.740 vagas.
4. O MEC, em conjunto com a Procuradoria Federal de Direito de do Cidadão, continuará encaminhando a transferência assistida por meio de edital público, com acompanhamento dos estudantes, pais e comunidade acadêmica. Para que com esse trabalho responsável e com respaldo jurídico, na retomada do ano letivo, os estudantes tenham sua situação acadêmica normalizada.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Polícia combate esquema que desviou R$ 12 milhões de órgãos do governo do RS
Operação Kilowatt cumpre 34 mandados no Rio Grande do Sul e em São Paulo
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (09), a Operação Kilowatt, para combater crimes contra a administração pública e licitações. Os desvios em órgãos públicos do governo do Estado chegariam a R$ 12 milhões. Até o momento, oito pessoas foram presas.
Estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Cerca de 150 policiais da Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic) participam da ação
O alvo da operação é a Secretaria Estadual de Obras Públicas. Contudo, também estão sendo investigadas obras suspeitas ligadas às secretarias da Saúde e da Educação. As irregularidades ocorreriam desde 2008.
Os mandados são cumpridos em Porto Alegre, na Região Metropolitana, na Serra Gaúcha e em São Paulo. Mais informações sobre a ação serão divulgadas em coletiva de imprensa ainda na manhã de hoje.
De acordo com o coordenador da Operação Kilowatt, delegado Joerberth Nunes, os mandados estão sendo cumpridos em órgãos públicos, residências de servidores e empresários. Grandes empresas do ramo da construção civil também estão entre as investigadas. Na casa de um dos empreiteiros, 50 mil dólares foram encontrados em um cofre.
Segundo o delegado, em um ano de investigação foi constatada a existência de superfaturamento e pagamento de obras não executadas. A conclusão do serviço, nestes casos, era atestada por um fiscal da secretaria - encarregado de auditar a obra.
fonte: rádio gaúcha
sábado, 4 de janeiro de 2014
Governo do Rio Grande do Sul encerra concessão de rodovias
Foram encerradas atividades das últimas praças de pedágio no Estado, concedidas sob contrato assinado em 1998
Porto Alegre - Foram encerradas nessa segunda-feira, 30, as atividades das últimas praças de pedágio no Rio Grande do Sul concedidas sob contrato assinado em 1998. A partir de agora, três polos com dez praças serão suspensos e dois, com cinco postos de cobrança, repassados à recém-criada Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
As estradas estaduais estão sendo devolvidas ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), enquanto as federais, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).
Desde domingo motoristas encontraram cancelas levantadas. Os pedágios só devem ser cobrados novamente a partir do dia 6 nos polos de Gramado e Metropolitano.
Conforme levantamento da Agência Reguladora dos Serviços Delegados do RS (Agergs), as concessionárias arrecadaram nesses 15 anos R$ 5,5 bilhões. Destes, R$ 3,06 bilhões foram investidos nas rodovias, enquanto R$ 2,44 bilhões utilizados para gasto com funcionários, impostos, equipamentos e revertidos em lucro.
Críticas
Em cerimônia, nessa segunda-feira, pelo encerramento do pedágio de Carazinho, localizado na BR-386, o governador gaúcho Tarso Genro fez duras críticas ao antigo regime de concessão. "Aqui temos um exemplo dos problemas daquele sistema de pedágio. Milhões de reais circulavam nesta praça e não havia sequer o compromisso de fazer acostamento."
"A Empresa Gaúcha de Rodovias tem um controle social inédito em qualquer empresa pública do país, na qual os usuários definem o volume e onde serão feitos investimentos", exaltou o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, João Victor Domingues.
O presidente da Associação Gaúcha de Concessionárias de Rodovias (AGCR), Egon Schunck Júnior, rebateu as críticas. "O discurso do governo é político e ideológico. No RS, ao contrário do resto do mundo, a opção é a estatização."
Schunck fez um balanço positivo do papel das concessionárias. "Embora não tenhamos recebido apoio do Estado, que em sucessivos governos descumpriu contratos, foram investidos cerca de R$ 18 bilhões, R$ 2,2 bilhões em pagamento de impostos, a criação de mais de 30 mil postos de trabalhos diretos e indiretos e dezenas de campanhas assistenciais, que ajudaram a salvar mais de dez mil vidas, que, se não fossem as ambulâncias, morreriam à beira das estradas."
Assinar:
Postagens (Atom)













